JOSÉ GROSSINHO

CO-CRIAÇÕES

Ensaio para um arborescer

co-criação, composição musical e interpretação

estreia | Novembro 2022 | Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

Uma instalação performativa para um solo narrativo que explora a essência nómada da voz humana e a sua possibilidade de enraizar. Entre memória, arte e consciência ecológica, esta performance é o culminar da residência artística de Ana Sofia Paiva no Jardim Gulbenkian ao longo do ano de 2022, em parceria com a Memória Imaterial CRL.

Este ensaio performativo para um arborescer põe em diálogo objetos artesanais, matérias naturais recolhidas em campo, experiências em torno do silêncio e da imobilidade e a voz de escritores como Eduarda Chiote, Maria Grabriela Llansol, Fiama Hasse Pais Brandão, Maria Teresa Horta, Daniel Faria, António Ramos Rosa, Emily Dickinson, entre muitos outros.

«Descobri que se, em vez de me concentrar na sombra do corredor, me deitasse de costas a olhar a sombra rutilante, o meu olhar poderia realizar o caminho inverso da luz e pousar no ramo mais alto da árvore e aprender com esta a produzir clorofila — a primeira matéria do poema».

Maria Gabriela Llansol

Ficha artística:
Criação e Colaboração: Ana Sofia Paiva, Carlos Augusto, José Barbieri, José Grossinho, Margarida Botelho
Interpretação: Ana Sofia Paiva, José Grossinho

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Bom Anfitrião

composição musical e sonoplastia

estreia | Outubro 2022 | Teatro Curvo Semedo, Montemor-o-Novo

O projeto, resultante de um convite da Artemrede, conta com a co-criação de quatro artistas: Iza da Costa, Luís Coelho Graça, Nuno Reis e Mariana Tengner Barros.

Têm distintas experiências e formações, estão ligados à dança, ao teatro, à música e também às causas sociais. São eles os anfitriões deste espetáculo.

O bom anfitrião é aquele que acolhe bem os seus visitantes. Bom anfitrião é aqui, também, aquele que partilha o seu conhecimento e as suas memórias de cada lugar. Através das memórias e experiências destes quatro intérpretes propõe-se uma viagem por diversos lugares, por espaços que fundem o real e o fictício, entre a dimensão política e a dimensão poética. Será que a dança pode ser um motor de mudança?

Ficha artística:
Direção Artística e Criação: Filipa Francisco
Cocriação e Interpretação: Iza da Costa, Luís Coelho Graça, Nuno Reis e Mariana Tengner Barros
Composição Musical: José Grossinho
Tema musical inicial: Nuno Reis
Direção Técnica, Cenografia e Desenho de Luz: Pedro Fonseca/Colectivo a.c
Técnico de Som: Rui Oliveira
Figurinos: Zé Nova
Registo e Vídeo Documentário: Miguel Canaverde
Fotografia: Bruno Simão
Assessoria de Imprensa: Levina Valentim
Design e Comunicação: Eduardo Quinhones Hall
Tradução para LGP: Ana Sofia Soares, Márcio Antunes
Direção de Produção: Rita Maia | menosmuitomais CRL
Produção Local: Patrícia Pereira
Produção e Difusão: Mundo em Reboliço
Promotor e Coprodutor: Artemrede
Coprodução: Municípios de Montemor-o-Novo, Palmela, Sesimbra, Santarém, Alcanena, Abrantes, Tomar, Torres Vedras, Alcobaça e Pombal
Financiamento: República Portuguesa – Cultura | Direção-Geral das Artes

Tuntunhi

composição musical e interpretação

estreia | Maio 2022 | Auditório Osvaldo Azinheira, Almada

Tuntunhi em crioulo de Cabo Verde, significa enrolar, dar muitas voltas.

Unir as pessoas à volta da construção de um espetáculo organizado em três tempos – formação, criação e apresentação, é a proposta artística deste projeto. O processo de trabalho é muito importante e é através dele que se toca em questões como a construção de uma confiança no corpo, nos imaginários próprios, na voz ou mesmo na importância da impressão destas vozes sem voz nas comunidades globais. Propomo-nos abordar as histórias, os caminhos percorridos, as viagens do sítio de origem até Almada, como forma de partilha entre todos, base comum para a construção de um imaginário que nos levará à criação de movimentos, textos e ações que culminarão num espetáculo.

Ficha artística:
Direção artística e coreografia: Filipa Francisco
Composição musical e interpretação: José Grossinho
Figurinos: Eloísa d’Ascensão
Desenho de Luzes: João Chicó
Desenho e operação de som: Pedro Baptista
Vídeo-documentário: Zé Pires
Co-Criação e interpretação: Admila Cardoso, Andreia Bilé, Bernardo Amador, Bea Ferreira, Bdjoy, Diogo Rocha, Deise Vicente, Fabinhoo, Fernando Chainço, Helder Pina, Helder Ramos, Íris Gonçalves, Izabela Falcão, Jaqueline Spencer, Laís Andrade, Madalena Sousa, Miriel, Mariana Tengner Barros, Mónica Duarte, Solange Gomez, Walter Menezes, Yohana Contreras
Arte gráfica: Luís Cruz
Fotos: Félix Lozano e José Frade
Equipa Corre-Mundos:
Coordenação artística: Filipa Francisco
Coordenação social: ANIME.PAF, Paulo Pires, Ana Castro
Gestão, direção e produção: Almada Mundo, Adelaide Silva e Odília Freitas
Assistente Produção: Maria Inês

Memórias do Futuro

composição musical e sonoplastiva

estreia | Janeiro 2022 | Centro de Artes e Espectáculos de Sever do Vouga

“Memórias do Futuro” é uma curta metragem produzida pelo Projecto Mnemosyne.

Foi filmada em Lagos, Santarém e Sever do Vouga e contou com a colaboração das comunidades séniores residentes nestas cidades.

Estas mulheres, que no passado haviam integrado o elenco do nosso espectáculo de teatro “Para Vós”, voltaram agora a colaborar com o Projeto Mnemosyne, integrando o elenco de “Memórias do Futuro”.

Ficha artística:
Filme de: Cláudia Andrade e Patrícia Poção
Música e Sonoplastia: José Grossinho e Fernando Mota

Interior Presente

co-criação e interpretação

estreia | Maio 2021 | Palácio do Sobralinho, Vila Franca de Xira

O que somos nós, enquanto seres individuais que habitamos o nosso corpo? O que pensamos, o que sentimos na relação connosco próprios quando estamos a sós? Quais são as nossas questões internas mais profundas quando nos encontramos no silêncio do exterior e no nosso ruído interior?

Em 2019 senti a vontade de fazer um projecto em torno do “ruído interno”, do nosso ruído interno quando nos encontramos a sós connosco próprios, quando nos escutamos no silêncio do exterior. Inicialmente dei o nome ao projecto de “Questões para Dançar” e mais tarde mudei para “Interior Presente”. Em Março de 2020, com o isolamento lancei algumas perguntas/reflexões a um grupo de pessoas, interessava-me também ouvir o ruído de outros “interiores”.

A par com esta pesquisa, tenho também centrado o meu foco na observação lenta de um grupo de pessoas com psicopatologias, que chegam até mim com relatos das suas vivências. Estes relatos nem sempre são só verbais, são também do corpo e do comportamento e que comunicam o que sentem…

– Sofia Silva –

Ficha artística:
Criação Coreográfica: Sofia Silva
Criação Musical: Carlos Marecos
Interpretação: José Grossinho e Marta Cerqueira
Fotografia: Pedro Barão da Cunha
Imagem e Edição vídeo: Vítor Hugo Costa / Metafilmes
Colaboração para a Pesquisa: Tânia Damião, Tatiana Chiochiu
Arranjo de Figurinos: Ondina Teixeira
Direcção Técnica: Fernando Tavares
Produção: Inestética
Projecto financiado por: República Portuguesa – Cultura, DGArtes e Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
Apoios: União de Freguesias de Alverca do Ribatejo e Sobralinho, Imarte – Design, Arte Franca – Publicidade, Materiais Diversos (Bolsa de Residência), Metafilmes Apoio às Residências Artísticas Companhia Olga Roriz, CAB/ Centro Coreográfico de Lisboa, Câmara Municipal Vila Franca de Xira, Materiais Diversos/ Estúdios Victor Cordon
Agradecimentos: Daniela Leal, Filipa Teixeira, Inês Veiga, Joana Ratão, Margarida Marecos, Mark Serrano, Ondina Teixeira, Paula Pinto, Rita Seabra, Rossana Appolloni, Sara Afonso, Sofia Soromenho, Susana Serralha, Viviane Almeida

Poesia de Sophia | Em Primavera feroz precipitado

co-criação e composição musical

estreia | Novembro 2019 | Convento de São Francisco, Coimbra

Em Primavera feroz precipitado é um poema cénico desenvolvido em colaboração com a Secção de Escrita e Leitura da Associação Académica de Coimbra (SESLA) e alunos do Curso Profissional de Instrumentista de Jazz da Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra.

Uma performance multidisciplinar criada a partir da poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen que explora a interação entre a palavra, a música e os diversos espaços do Convento São Francisco.

Em Primavera feroz precipitado desenha-se um percurso, um caminho criado e partilhado com o público, descobrindo espaços interiores e exteriores dentro do universo da poesia de Sophia.

Ficha artística:
Direcção Artística: Fernando Mota
Direcção Musical: José Grossinho
Cocriação e interpretação: Fernando Mota, José Grossinho, Secção de Escrita e de Leitura da Associação Académica de Coimbra (Bernardo Neto, Ciro Chiarelli, Daniel Cruz, Ivan Braz, Janaína Behling, Jorge Cabrera, Jorgette Dumby, Juliana Suguita, Laura Eschberger, Lucerna do Moco, Lu Lessa Ventarola e Pedro Vaz), alunos do Curso Profissional de Instrumentista de Jazz da Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra (André Ferreira, André Gandarez, António Ataíde, Artur Jorge, Beatriz Vieira, Eduardo Pisco, Eduardo Santiago, Filipe Fidalgo, Francisca Neto, João Almeida, José Batista, Luis Sousa, Mateus Saldanha e Tiago Branco).
Coordenação e Produção: Violeta Mandillo

mininu

Mininu

co-criação e interpretação

estreia | Setembro 2019 | Cine-Teatro de Alcobaça João d’Oliva Monteiro

Era, era? Era certo.

Esta é a história de um menino que tinha um sonho. É uma história de fuga e viagem, desde os campos de arroz e os tambores mandinga de Gabu aos ritmos da Guiné Conakry, passando por Moscovo, Bissau e Lisboa. O que tem um menino de fazer para encontrar o seu lugar na vida e no mundo?

Mininu é um espectáculo multi-disciplinar para a infância que utiliza várias linguagens como o teatro, a literatura, a música, as artes plásticas e o video para criar um objecto comunicante e universal.

Ficha artística:
TEXTO E DIRECÇÃO Fernando Mota
CO-CRIAÇÃO E INTERPRETAÇÃO Ana Sofia Paiva, Fernando Mota, Gueladjo Sané e José Grossinho
DIRECÇÃO MUSICAL E DESENHO DE SOM Fernando Mota e José Grossinho
VOZES OFF Gueladjo Sané e Tiago Mota
VIDEOS Mário Melo Costa
REALIZAÇÃO PLÁSTICA E ADEREÇOS Marco Fonseca
DESENHO E OPERAÇÃO DE LUZ Catarina Codea
PRODUÇÃO E COORDENAÇÃO Violeta Mandillo
CADERNO PEDAGÓGICO Margarida Botelho
VIDEO PROMOCIONAL Mário Melo Costa
APOIO Companhia de Actores
CO-PRODUÇÃO A Caravana, Artemrede, CCB – Fábrica das Artes, Teatro Aveirense, CAE Sever do Vouga e São Luiz Teatro Municipal

sonhos

Autocarro para Sonhos

co-criação e interpretação

estreia | Abril 2019 | Casa da Música, Porto

O 703, autocarro que liga a Cordoaria, no coração do Porto, e o lugar de Sonhos, em Ermesinde, é a metáfora para uma viagem que resgata o sonho e o desejo de um mundo melhor. Partindo de um percurso concreto, que atravessa paisagens urbanas mais e menos felizes, mitiga-se o desencanto com a persistente esperança no futuro, indicando-se a utopia como parte do caminho a tomar em mãos por cada pessoa.

O espetáculo multidisciplinar Autocarro para Sonhos, destinado a um público de sonhadores maior de 6 anos, reclama de viva voz o direito ao delírio. O imaginário desta criação para um ator e três músicos surgiu a partir de um veículo coletivo concreto que existe na área metropolitana do Porto, com destino a Sonhos. A utopia é a temática central deste espetáculo, que tem como objetivo explorar o pensamento utópico enquanto multiplicador de possibilidades.
Em Autocarro para sonhos, um homem inicia um percurso que atravessa paragens onde os limites entre o real e o imaginário se confundem, numa busca permanente e interminável. Nesta viagem há apenas uma certeza: o impossível não existe.

Ficha artística:
TDireção artística: Rita Canário
Dramaturgia: Eduardo Brito, a partir de ideia original de Rita Canário
Encenação: Marta Freitas
Interpretação: João Dias, José Grossinho, Miguel Ramos e Pedro Mendonça
Música original: João Dias, José Grossinho e Miguel Ramos
Desenho de Luz: Emanuel Ribeiro
Desenho de Som: José Grossinho
Cenografia e Figurinos: coletivo
Construção de Cenografia: Arlindo Diaz, João Dias e Miguel Ramos
Confeção de Figurinos: Maria de Fátima Almeida, Catarina Barros (figurinos da Orquestra Utópica)
Consultoria Pedagógica: Fátima Vieira
Pré-produção: Violeta Mandillo
Produção: Mundo Razoável – Associação Cultural
Produção executiva: Mariana Silva / Pé-de-Cabra

JOSÉ GROSSINHO

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